
O ano de 1968 é talvez o período histórico mais importante da segunda metade do século passado. Segundo Aguiar em texto publicado na Revista do Brasil, de título O vôo e a queda: 1968, os fatos de maior relevância desse ano ocorreram em 30 de janeiro, em Saigon no Vietnã; em fevereiro em Berlim na Alemanha; no dia 04 de abril, em Memphis, nos Estados Unidos; teve seu ponto alto em maio na cidade de Paris na França; agosto em Praga, na extinta Tchecoslováquia e terminou em 13 de dezembro no Rio de Janeiro, no Brasil[1].
Aguiar se refere ao dia 30 de janeiro como data do início de um evento da Guerra do Vietnam chamado Ofensiva de Tet. A ação consistiu, entre outros elementos, em um maciço ataque realizado por norte-vietnamitas ao Sul do país. Deste episódio, imagens chocantes do assassinato de um jovem norte-vietnamita foram exibidas no mundo todo. Acontecimentos como estes ressoaram em forma de protesto na Alemanha. Em Berlim Ocidental estudantes universitários organizaram um congresso sobre a Guerra do Vietnam. Relata Aguiar que muito rapidamente os protestos contra a guerra incorporaram reivindicações locais, principalmente contra o conservadorismo nas universidades alemãs. Logo a movimentação dos estudantes alemães se espalhou por boa parte do mundo[2].
Com isso, mais reivindicações culturais foram incorporadas às manifestações: liberdade para as mulheres, liberdade para os homossexuais, luta contra o racismo e melhores condições de vida no Terceiro Mundo. Na América Sul intensificaram-se as manifestações de resistência aos regimes políticos conservadores, e em grande parcela ditatoriais.
No dia 28 de março, no Rio de Janeiro, em protesto estudantil contra o regime de opressão social exercido pelo governo militar brasileiro, o estudante universitário Edson Luiz de Souto Lima é assassinado pela polícia. Em abril, mais um assassinato chocou o mundo. Do líder do movimento pelos direitos civis dos negros: Martin Luther King, em Memphis nos Estados Unidos. Em maio, alunos da universidade de Nanterre (Paris), em protesto à prisão de estudantes da mesma universidade (que realizavam manifesto contra a guerra do Sudeste Asiático) ocuparam a administração da instituição de ensino. Em seguida outros universitários, da Sourbonne, e larga escala da classe operária e trabalhadores da classe média parisiense, incorporaram diferentes reivindicações a mais protestos: resultou disto, uma greve geral na França. Em junho, novamente no Brasil, em resposta à morte de Edson Luiz, estudantes protestam contra o regime ditatorial em passeata (Passeata dos Cem Mil) pelas ruas do Rio de Janeiro: a polícia respondeu com mais violência. Em agosto, a União Soviética invadiu, a tanques de guerra, a cidade de Praga (na então Tchecoslováquia) a fim de capturar o primeiro-ministro tcheco, Alexander Dubcek, acusando-o de tendências libertárias. Dubcek foi preso, levado a Moscou e, após isso, renunciou.
Por fim, sobre o 13 de dezembro no Rio de Janeiro, escreve Aguiar:
Aguiar se refere ao dia 30 de janeiro como data do início de um evento da Guerra do Vietnam chamado Ofensiva de Tet. A ação consistiu, entre outros elementos, em um maciço ataque realizado por norte-vietnamitas ao Sul do país. Deste episódio, imagens chocantes do assassinato de um jovem norte-vietnamita foram exibidas no mundo todo. Acontecimentos como estes ressoaram em forma de protesto na Alemanha. Em Berlim Ocidental estudantes universitários organizaram um congresso sobre a Guerra do Vietnam. Relata Aguiar que muito rapidamente os protestos contra a guerra incorporaram reivindicações locais, principalmente contra o conservadorismo nas universidades alemãs. Logo a movimentação dos estudantes alemães se espalhou por boa parte do mundo[2].
Com isso, mais reivindicações culturais foram incorporadas às manifestações: liberdade para as mulheres, liberdade para os homossexuais, luta contra o racismo e melhores condições de vida no Terceiro Mundo. Na América Sul intensificaram-se as manifestações de resistência aos regimes políticos conservadores, e em grande parcela ditatoriais.
No dia 28 de março, no Rio de Janeiro, em protesto estudantil contra o regime de opressão social exercido pelo governo militar brasileiro, o estudante universitário Edson Luiz de Souto Lima é assassinado pela polícia. Em abril, mais um assassinato chocou o mundo. Do líder do movimento pelos direitos civis dos negros: Martin Luther King, em Memphis nos Estados Unidos. Em maio, alunos da universidade de Nanterre (Paris), em protesto à prisão de estudantes da mesma universidade (que realizavam manifesto contra a guerra do Sudeste Asiático) ocuparam a administração da instituição de ensino. Em seguida outros universitários, da Sourbonne, e larga escala da classe operária e trabalhadores da classe média parisiense, incorporaram diferentes reivindicações a mais protestos: resultou disto, uma greve geral na França. Em junho, novamente no Brasil, em resposta à morte de Edson Luiz, estudantes protestam contra o regime ditatorial em passeata (Passeata dos Cem Mil) pelas ruas do Rio de Janeiro: a polícia respondeu com mais violência. Em agosto, a União Soviética invadiu, a tanques de guerra, a cidade de Praga (na então Tchecoslováquia) a fim de capturar o primeiro-ministro tcheco, Alexander Dubcek, acusando-o de tendências libertárias. Dubcek foi preso, levado a Moscou e, após isso, renunciou.
Por fim, sobre o 13 de dezembro no Rio de Janeiro, escreve Aguiar:
[...] durante uma reunião ministerial no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, o presidente Arthur da Costa e Silva decretou o Ato Institucional nº 5 (...) O pretexto foi a negação pelo Congresso de autorização para processar o deputado federal Márcio Moreira Alvez, que, em discurso, fizera duras críticas ao regime e elogiaria a rebelião dos jovens. O AI-5 suprimia todas as liberdades constitucionais [...]. (Aguiar, 2008, p. 25)
Ora, tais fatos apresentados por Aguiar possibilitam ao mesmo momento uma introdução da relevância cultural do ano de 1968 e um histórico, a partir da análise dos acontecimentos neste período, da relação do poder político com a violência.
[1] Cf. Aguiar, p. 22.
[1] Cf. Aguiar, p. 22.
[2] Cf. Id., p. 23.
BIBLIOGRAFIA
AGUIAR, F. O vôo e a queda: 1968. In: Revista do Brasil, ed. 24, mai. 2008.
Leia o texto de Aguiar na Revista do Brasil:
Leia o texto de Aguiar na Revista do Brasil:
Beatriz Pupin
Carolina Desoti
Victor Costa
(Alunos do curso de Filosofia da PUC-Campinas e organizadores do evento)
Carolina Desoti
Victor Costa
(Alunos do curso de Filosofia da PUC-Campinas e organizadores do evento)
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