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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

04/11/2008 - Manhã | Noite (Encerramento)

Período da Manhã - Conferência
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"Charles Fourier e a pernamência da crítica à civilização"
Resumo
Dentro de um conjunto de referências importantes para 68 e os anos que sucederam imediatamente aqueles acontecimentos lembramo-nos do filósofo francês Charles Fourier (1772-1837). A parte as polêmicas levantadas pelo materialismo histórico a respeito do socialismo francês da primeira metade do século XIX, parece importante ressaltar como em Fourier admitiu-se pela primeira vez, de forma declarada, a necessidade da libertação da mulher como fator de uma conseqüente emancipação geral da humanidade. Em plena época de vigência de uma legislação severa que assegurava a dependência das mulheres pelos homens, Fourier escrevia, entre outras obras instigantes, o Le Nouveau Monde Amoureux, manuscrito que chegou a conhecer uma publicação integral apenas pelas mãos de Simone Debout que na década de 1960 fez sair pela editora Anthropos a obra completa de Fourier. Nestes escritos Fourier defende posições polêmicas ainda para os dias de hoje, como, por exemplo, uma defesa do amor e da harmonia acima das concepções românticas e romanescas difundidas e aceitas no período. Isto implicava no reconhecimento de que as relações monogâmicas erigidas em lei não tinham outra função que a própria negação do amor como negação também das inclinações naturais humanas, sempre voltadas para a busca de novos prazeres. Através de seus escritos, Fourier elucidava a estreita relação entre mundo burguês e repressão, elo desde então atualizado a cada vez que nos aventuramos a uma reflexão sobre o mundo contemporâneo. Dentre as inúmeras retomadas da crítica à civilização de Fourier, citamos a interpretação de Herbert Marcuse, importante filósofo da escola de Frankfourt que se converteu em uma referência intelectual respeitável para os anos 60. Além da contribuição para a filosofia mais contemporânea, Fourier também inspirou experiências libertárias no contexto dos anos 60, como a comunidade “Togetherness” nos Estados Unidos. As questões aqui brevemente expostas reforçam a necessidade de um retorno à crítica à civilização de Charles Fourier como uma das pontas que explicam a emergência de maio de 68 no mundo.
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Período da noite - Enceramento
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"Democracias contemporâneas e a globalização do perdão"
O Simpósio foi encerrado com a brilhante conferência do Profº Dr. Edson Teles, professor de Ética e Direitos Humanos no programa de pós-graduação da UNIBAN. A discussão foi pautada sobre a questão do perdão aos torturadores ditatoriais. O perdão aos torturadores é uma ação política ou uma ação terapêutica às vitimas e seus familiares? Edson Teles utilizou Hannah Arendt como principal referência teórica para a fundamentação de sua conferência.
Confira o texto do Prof. Edson Teles. Clique aqui.
Para compor a mesa de debates foram convidados:

Prof. Dr. Luiz Paulo Rouanet
Faculdade de Filosofia da PUC-Campinas

Profa. Dra. Natalia Maruyama
Faculdade de Filosofia da PUC-Campinas

Carolina Desoti Fernandes
Graduanda da Faculdade de Filosofia da PUC-Campinas

Beatriz Pupin
Graduanda da Faculdade de Filosofia da PUC-Campinas


As discentes Carolina e Beatriz, o conferencista Prof. Edson Teles, Prof. Rouanet e Profa. Natalia Maruyama


As considerações do Prof. Luiz Paulo Rouanet











Aluna de História deixando sua contribuição


Os alunos Edgar e Rafael (Filosofia) prestigiando o evento





Encerramento do I Simpósio de Filosofia da PUC-Campinas

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